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Banco de leite auxilia mães na amamentação após retorno ao trabalho

Os bancos de leite têm se pautado como um dos pilares da promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno

O fim da licença-maternidade é um período desafiador para a maioria das mães, momento do retorno ao trabalho, que traz o receio de não conseguir dar continuidade à amamentação do filho. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 34% das mães brasileiras que voltam ao trabalho deixam de amamentar.

Segundo a diretora do Banco de Leite Humano Anita Cabral, Thaise Ribeiro, apesar dos benefícios trabalhistas previstos na Constituição Federal, algumas trabalhadoras formais no país realizam o desmame antes do retorno ao trabalho. Ela defende que é possível conciliar a vida profissional e a amamentação: “Mas é preciso que haja uma rede de apoio à mulher, como exemplos, a própria da família, os locais de trabalho, a legislação trabalhista dando suporte, as políticas públicas de saúde, além dos serviços vinculados.

Com objetivo de favorecer o aumento do aleitamento exclusivo, os bancos de leite têm se pautado como um dos pilares da promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Estoque – Thaise ressalta que, entre os serviços de apoio está o programa de doação exclusiva, que consiste na doação de leite da mulher para o seu próprio bebê, quando retornar ao trabalho.

A diretora do Banco de Leite explica que a maioria das mulheres produz um volume maior de leite nos primeiros meses de lactação, em especial antes do início da introdução alimentar da criança, sendo esse período propício para a mãe ordenhar o leite e fazer estoque para seu próprio bebê.

“No entanto, a validade do leite materno coletado, no congelador, sem ser pasteurizado é de apenas 15 dias e nesse período, antes da mulher voltar a trabalhar, geralmente não necessitará para oferecer a seu bebê. Sendo assim, a mãe pode entrar em contato com o banco de leite para ser incluída na Rota Domiciliar e o seu leite será processado e terá validade de seis meses para ser oferecido ao seu filho”, orientou.

A diretora informou que a mãe que aderir ao serviço seguirá todas as regras para uma doação normal, preencherá um cadastro, disponibilizará os exames e cederá 10% do seu estoque para o banco de leite em contrapartida.

Atualmente, o Banco de Leite Anita Cabral apresenta em média de 10% das suas doadoras cadastradas como exclusivas, o que gira em torno de três a seis mães por mês, com uma doação em torno de 5 a 8 litros de leite.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de idade do bebê e como complemento até os dois anos ou mais. Porém, no Brasil, na maioria das empresas a licença-maternidade é de apenas quatro meses, o que torna a amamentação um desafio ainda maior para muitas mães.

A última pesquisa nacional de Aleitamento Materno (AM), em 2008, demonstrou que o índice de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) projetado para quatro meses foi de 23,3% e seis meses de apenas 9,3%.

“Precisamos divulgar mais sobre o serviço, pois muitas mulheres voltam ao trabalho com menos de seis meses de vida do bebê, no entanto, muitas com um desejo enorme de poder manter os filhos na amamentação exclusiva, durante os seis primeiros meses. Daí a importância de terem conhecimento desse suporte, que serve para concretizar esse ideal na rotina alimentar da criança, mesmo a sociedade indo de encontro e dificultando esse acontecimento”, finalizou Thaise.

Alguns direitos trabalhistas assegurados à mulher que amamenta

A Constituição Federal prevê licença-maternidade de 120 dias e licença paternidade de cinco dias. Além disso, após o retorno ao trabalho, a lactante tem direito a dois intervalos de meia hora cada para amamentar, até que a criança complete seis meses. Se o local de trabalho é longe de casa ou a creche do bebê não fica próxima ao trabalho, é possível juntar estes dois períodos e diminuir o expediente em uma hora.

Doações – Para ser doadora de leite é só procurar o banco ou posto de coleta de leite humano mais próximo, estar amamentando o filho, estar saudável e ter excesso de produção de leite. O serviço de Rota Domiciliar irá até a residência da doadora e entregará o Kit Doação (frascos de vidro esterilizado, luvas, gorro e máscara). Além disso, a equipe prestará todas as orientações necessárias para o correto armazenamento e ainda comparece semanalmente ao domicílio da mãe para coletar a doação.

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Fonte: Clickpb/Assessoria

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