06/02/2020
Polícia Civil investiga morte de mulher após aplicação de silicone industrial em clínica clandestina Polícia Civil investiga morte de mulher após aplicação de silicone industrial em clínica clandestina
foto 53162

O delegado de homicídios, Carlos Othon solicitou o exame cadavérico e disse que alguns depoimentos já foram prestados à polícia.

A Polícia Civil está investigando a morte da militante LGBT, Maísa Andrade, de 34 anos, após aplicar silicone industrial, em uma clínica clandestina, em João Pessoa. Maísa morreu nesta quarta-feira (5), no Hospital de Trauma de João Pessoa.

O delegado de homicídios, Carlos Othon solicitou o exame cadavérico e disse que alguns depoimentos já foram prestados à polícia, porém preferiu não informar quem prestou depoimento nesse momento para evitar a exposição das pessoas.

De acordo com um amigo da vítima, a clínica fica localizada no bairro do Varadouro. Ela passou mal durante o procedimento na perna, e foi socorrida pela pessoa que fazia a aplicação.

O Samu informou que Maísa foi socorrida na terça-feira (4),  com taquicardia, hipertensão, vômitos e convulsões. Apesar de estar desorientada, ela ainda estava consciente e informou aos socorristas que tinha aplicado o silicone industrial.

Ainda de acordo com informações da assessoria do Trauma de João Pessoa ao ClickPB, Maísa foi internada em estado gravíssimo e diagnosticada com embolia pulmonar, que é a obstrução de artérias do pulmão com coágulos de sangue.

O Movimento em Defesa dos Direitos Humanos da População LGBT do Município de Cajazeiras, do qual a mulher trans morta era integrante, divulgou nota em rede social lamentando a morte dela. Maísa era nascida e moradora do município do Sertão da Paraíba.

Portalpatos

Comentários

Equipe Portalpatos
mario
  • Mário Frade
  • Jornalista

mauricio
  • Maurício
  • Full-Stack
  • Designer Gráfico