20/11/2021
Paraíba tem segunda maior proporção do país de domicílios que receberam rendimentos de programas sociais em 2020 Paraíba tem segunda maior proporção do país de domicílios que receberam rendimentos de programas sociais em 2020
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O levantamento indica que esse aumento é explicado pelo pagamento do Auxílio Emergencial, criado para diminuir os impactos socioeconômicos da pandemia de Covid-19.

A Paraíba registrou a segunda maior proporção do país (38,6%) de domicílios que receberam rendimentos de outros programas sociais em 2020, fora o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C): Rendimento de todas as fontes, enviado ao ClickPB, nesta sexta-feira (19), pelo IBGE.

Além de ter ficado bem acima da média nacional (23,7%) e abaixo apenas do constatado no Piauí (38,7%), o percentual aponta para um grande salto em relação a 2019, quando era de 0,6%. O levantamento indica que esse aumento é explicado pelo pagamento do Auxílio Emergencial, criado para diminuir os impactos socioeconômicos da pandemia de Covid-19 entre os trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados.

Por outro lado, houve uma grande redução na parcela dos domicílios que receberam rendimento do Programa Bolsa Família. O indicador passou de 31,7%, em 2019, para 12,9%, em 2020, permanecendo acima da média brasileira (7,2%). Também foi observada queda na proporção daqueles que recebiam o BPC, que caiu de 6,4% para 4,9%.

De acordo com a analista da pesquisa, Alessandra Scalioni, essa redução se deve à parte dos beneficiários do programa que passou a receber o Auxílio Emergencial. “Se um beneficiário do Bolsa Família recebia um valor menor do que Auxílio Emergencial, ele passava a receber esse auxílio. Então houve uma migração de pessoas que recebiam Bolsa Família para a rubrica do Auxílio Emergencial”, comentou.

Rendimento médio mensal domiciliar per capita cai 5% em 2020, na Paraíba O rendimento médio mensal real domiciliar per capita, na Paraíba, caiu 5,2% frente ao registrado em 2019. Segundo a pesquisa, o valor passou de R$ 908, no ano anterior, para R$ 861, em 2020, e ficou abaixo das médias do Brasil (R$ 1.349) e do Nordeste (R$ 891).

Já o rendimento médio mensal da população paraibana que tinha algum tipo de renda foi de R$ 1.491, também inferior ao verificado em 2019 (R$ 1.557). Entre as pessoas com rendimento, aproximadamente 30,8% tinham como fonte todos os trabalhos; 11,5% tinham aposentadoria ou pensão; 1% aluguel e arrendamento; 2,1% pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; e 21% outros rendimentos.

Para a pesquisa, o auxílio emergencial entrou na categoria de “outros rendimentos”, que também inclui ganhos de aplicações financeiras, seguro-desemprego, seguro-defeso e outros programas sociais. No caso desse tipo de rendimento, houve um crescimento de cerca de 60,7% no valor médio recebido por mês, que aumentou de R$ 387, em 2019, para R$ 622, em 2020.

Desigualdade econômica

Na Paraíba, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, que mede a concentração de renda e a desigualdade econômica, foi de 0,512, menor que os observados nas médias do país (0,524) e do Nordeste (0,526). Quanto mais próximo de zero o número, maior a igualdade de renda entre a população do local.

Em comparação aos resultados de 2019 (0,561), o indicador paraibano apresentou recuo, indicando uma redução da desigualdade. Porém, tendo em vista a série histórica, o estudo aponta que, no último ano, o índice estadual retornou para praticamente o mesmo patamar que estava em 2013 (0,513).

Ainda conforme a PNAD Contínua, no estado, 50% da população com os menores rendimentos recebia um valor médio mensal domiciliar per capita de R$ 306. Para os que faziam parte do 1% com os maiores rendimentos, esse valor era de R$ 9.837. Ou seja, o rendimento desse último grupo era 32,1 vezes maior que o da metade da população com os menores rendimentos.

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Fonte: ClickPB

Por: Por Lucas Isídio

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