A jovem faleceu na colisão de um ônibus com um trem no estado do Paraná.
A tragédia ocorrida em Jandaia do Sul, Paraná, que vitimou duas crianças da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), deixou a cidade em choque. A dor da perda é compartilhada por todas as famílias das vítimas, mas para o servente de pedreiro Adriano Pimenta, pai de Kimberly Caroline Ribeiro Pimenta, de 15 anos, a dor é ainda mais profunda. Ele viu sua filha morta, momentos após o acidente: “Meu coração está arrebentado. Era a minha vida”, disse o pai da menina.
Kimberly frequentava a Apae por ter dificuldades de aprendizagem, mas isso não a impedia de amar estudar e frequentar a escola. Ela havia completado 15 anos e tinha acabado de projetar o seu futuro. O pai de Kimberly lembrou que naquela manhã a filha havia projetado como estaria aos 17 anos. O pai contou que ela sorriu, mas infelizmente não completará essa idade.
Kimberly e sua prima foram as vítimas fataisMaria Vitória Gomes Ferreira, de 11 anos, parente de Kimberly, também foi vítima do acidente. As duas eram inseparáveis. A cena de desespero presenciada por Adriano quando chegou ao local do acidente, com alunos gritando por socorro e sua filha caída, é uma imagem que, segundo ele, nunca mais sairá de sua mente.
Nas imagens capturadas pela câmera de monitoramento é possível observar o ônibus escolar avançando na linha férrea. Segundo os bombeiros, alguns passageiros do ônibus, assim como Kimberly e Maria, foram lançados pelas janelas do veículo com o impacto da batida. O motorista do ônibus alegou não ter visto nem ouvido o trem se aproximando.
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O caso está sendo investigadoA Federação Nacional das Apaes (Fenapaes) manifestou solidariedade às famílias das vítimas e aguarda a apuração das causas do acidente pelas autoridades. A prefeitura da cidade de Jandaia do Sul decretou luto de três dias.
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Fonte: i7news