Era de se esperar. O Brasil encerrou 2024 com um número menor de gado no território nacional. Em contrapartida, nunca tivemos tantas galinhas espalhadas pelo país como no ano passado. E os dados são oficiais. Foram coletados e compilados pelo IBGE e divulgados hoje pela manhã.
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) mostra que o rebanho bovino brasileiro perdeu mais de 400 mil cabeças em 2024. Foram contabilizados 238,2 milhões de animais (-0,2%). Ainda assim, foi o segundo melhor desempenho da história, perdendo apenas para 2023.
Um dos motivos que justifica a queda foi o que aconteceu nos frigoríficos. Para abastecer a demanda interna e, especialmente, a externa, as empresas abateram um recorde de 39,7 milhões de cabeças.
Na tendência oposta, o número de galinhas existentes no Brasil atingiu um novo recorde. O efetivo nacional foi de 277,5 milhões de cabeças, um aumento de 6,8% em comparação a 2023. Vale lembrar que o IBGE chama de galinha as fêmeas da espécie Gallus gallus, cuja criação é destinada à produção de ovos.
2 mil ovos de galinha por segundoO motivo para essa expansão se explica pela crescente demanda de ovos nos últimos anos. Ela avança continuamente desde 1999. Em 2024, foram produzidas 5,4 bilhões de dúzias (+8,6%), ou seja, pouco mais de 2 mil unidades por segundo. Só durante a leitura deste parágrafo, mais de 40 mil ovos foram produzidos no Brasil.
Já no caso dos galináceos, nomenclatura que contempla galinhas e outras categorias como frangos de corte destinados à produção de carne, o efetivo foi de 1,6 bilhão de cabeças no Brasil, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Também um novo recorde.
Mais uma vez, a demanda explica a conjuntura. No ano passado, o abate de frango cresceu 2,7%, especialmente para atender a procura vinda do mercado externo. O país expandiu suas exportações em um cenário onde a gripe aviária atingiu importantes produtores.
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Fonte: dinheiro Rural