27/02/2026
CRM-PB abre sindicância para apurar denúncias de erros em laudos no Hospital Metropolitano CRM-PB abre sindicância para apurar denúncias de erros em laudos no Hospital Metropolitano
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Médicos denunciam diagnósticos incorretos após terceirização da emissão de exames de imagem

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) afirmou nesta sexta-feira (27) que abrirá uma sindicância para apurar as denúncias de erros em laudos médicos emitidos pelo Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Médicos do Hospital Metropolitano denunciaram que os exames realizados no local estariam sendo emitidos com diagnósticos incorretos. Desde outubro do ano passado, uma empresa de São Paulo assumiu a responsabilidade pela análise e emissão dos laudos de exames de imagem.

De acordo com o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, o órgão realizou uma fiscalização na unidade na quinta-feira (26), com o objetivo de apurar possíveis falhas que possam resultar em decisões médicas equivocadas.

O Conselho Regional de Medicina realizou, ontem, uma fiscalização no Hospital Metropolitano e, diante das denúncias sobre laudos médicos com erro na unidade, por meio de sua Corregedoria, abrirá uma sindicância para apurar responsabilidades. A discussão estará concentrada na possibilidade de erro médico em laudos pré-diagnósticos e nas tomadas de decisão que, uma vez equivocadas, podem impactar negativamente a assistência aos pacientes, explicou.

Segundo a denúncia, a mudança da empresa responsável pelos laudos partiu da própria direção do Hospital Metropolitano, o que também teria impedido os profissionais de João Pessoa de exercerem ingerência sobre os resultados emitidos.

Conforme o CRM-PB, caso as investigações apontem indícios de infração ética, será instaurado um processo, que poderá acarretar em penalidades.

Em caso de indício de infração ética, será instaurado processo ético-profissional, assegurado o direito de defesa. Em caso de condenação, a penalidade aplicada dependerá da gravidade do caso e do que for apurado, completou Bruno Leandro. 

Além dos laudos errados, os médicos também relataram falta de recursos para o setor de imagem e número insuficiente de profissionais nas áreas de enfermaria e fisioterapia.

O hospital, administrado pela Fundação PBSaúde, do Governo da Paraíba, afirmou que o modelo adotado busca garantir maior agilidade na liberação dos resultados. A direção destacou ainda que divergências de interpretação podem ocorrer na prática médica e que o laudo não é o único fator determinante na definição da estratégia de tratamento.

Sobre a denúncia de falta de insumos, a unidade informou que não há desabastecimento contínuo que comprometa o atendimento. Em relação ao quadro de pessoal, a direção afirmou que todos os processos de contratação e seleção seguem a legislação vigente.

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Fonte: Portal Correio

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