A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recolheu, na última semana, lagartas do gênero Lonomia em uma residência no Lago Sul (DF). O material foi encaminhado ao Instituto Butantan, em São Paulo, para a produção do soro usado no tratamento de acidentes que podem provocar hemorragias graves e até morte.
A ocorrência foi registrada após o próprio morador identificar os animais em uma área verde próxima de casa e acionar a vigilância ambiental. Em poucas horas, as lagartas foram coletadas e enviadas para a produção do soro antilonômico (SALon), único antídoto específico contra esse tipo de envenenamento no Brasil.
Segundo a SES-DF, o Distrito Federal registrou as primeiras ocorrências com lagartas Lonomia em 2018. Em 2024, foram contabilizados 4.012 acidentes com animais peçonhentos no DF, sendo cerca de 1% relacionados a essa espécie. Do total de casos envolvendo as lagartas no período, apenas três exigiram soroterapia.
“Um acidente vai acontecer, então o serviço de saúde precisa ter sempre o soro antiveneno disponível. Ao mesmo tempo em que ela é o problema, é a solução”, explica o biólogo Israel Moreira.O órgão reforça que a coleta é essencial para a produção do soro, já que as próprias lagartas são a matéria-prima do antídoto. “O processo envolve a extração das toxinas presentes nas cerdas do animal, que não pode ser mantido em cativeiro como outros peçonhentos, o que exige reposição constante da espécie”, completa.
SintomasOs acidentes com lagartas geralmente ocorrem quando há contato direto com o animal, as cerdas pontiagudas funcionam como mecanismo de defesa e injetam o veneno na pele. A dor costuma ser intensa e pode se espalhar do local do contato para outras regiões do corpo.
No caso de acidentes envolvendo lagartas do gênero Lonomia, os sintomas podem ser divididos em manifestações locais e sistêmicas:
Manifestações locais
Portalpatos
Fonte: Metrópoles