25/08/2026
Cantor sertanejo Gustavo vai a júri popular acusado de tirar a vida da esposa Cantor sertanejo Gustavo vai a júri popular acusado de tirar a vida da esposa
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Defesa do artista aponta falhas na investigação em Nova Friburgo, enquanto acusação destaca histórico de violência contra a vítima

O cantor sertanejo Gustavo, que integra a dupla Tony e Gustavo, enfrenta o tribunal do júri nesta sexta-feira (28) em decorrência do falecimento de sua esposa, Karen Mancini. O trágico episódio aconteceu em abril de 2024, na região de Lumiar, localizada no município de Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia apresentada, a vítima sofreu 114 golpes, resultando em traumatismo craniano e hemorragia severa. O desfecho judicial será conduzido pela magistrada Nearis dos Santos Arce, conhecida por atuar no processo da ex-deputada Flordelis.

Antes do ocorrido, familiares da vítima já reportavam um histórico de conflitos domésticos severos. Caroline Mancini, irmã de Karen, relatou que as brigas do casal eram frequentes e, em algumas ocasiões, exigiram a intervenção de vizinhos. A denúncia aponta ainda que a mulher chegou a buscar auxílio em uma delegacia para solicitar medidas protetivas contra o parceiro. A família recorda que a vítima enfrentava dificuldades para aceitar a realidade do relacionamento abusivo que vivenciava diariamente.

Depoimento da família sobre o cantor sertanejo Gustavo

Em um relato resgatado pelos familiares, Caroline detalhou a percepção da irmã sobre o comportamento do companheiro dentro de casa. A declaração expõe a vulnerabilidade da vítima diante das agressões sofridas no ambiente familiar: “Karen relutava muito em acreditar que o marido não era boa pessoa. Para ela, é como se ele só fosse agressivo sob o efeito de drogas. Falar mal dele era comprar uma briga com ela, que sempre acreditava que ele iria melhorar”.

Por outro lado, a equipe de defesa do artista, composta pelos advogados Ester D’Arc Silveira e Erick Pereira Nascimento, apresenta uma narrativa divergente sobre a noite do crime. Os representantes legais argumentam que o cliente não estava na residência no momento em que a mulher faleceu. A tese defensiva sustenta que ele sofreu um acidente automobilístico no dia 19 de abril de 2024, permaneceu internado no Hospital Municipal Raul Sertã durante a madrugada e apenas encontrou a companheira sem vida ao retornar para casa na manhã seguinte.

Defesa de Gustavo questiona perícia no caso Karen Mancini

Os advogados também levantam questionamentos sobre os procedimentos técnicos adotados durante a fase de inquérito policial. A defesa aponta supostas falhas, como a ausência de coleta de impressões digitais e exames de DNA, além de problemas na preservação do local e a falta de exame de corpo de delito no acusado. Os defensores argumentam ainda que a vítima lidava com um quadro emocional delicado e fazia uso contínuo de medicamentos de controle especial, elementos que pretendem utilizar para contestar a versão apresentada pela acusação no tribunal.

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Fonte: 1 News

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