Mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro reacendem pressão política pelo impeachment de Alexandre de Moraes
A repercussão das mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, somada aos relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a colocar em evidência a pressão política pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Para que uma eventual denúncia avance no Senado Federal, porém, é necessária uma decisão do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, sobre o prosseguimento do pedido.
A bancada do partido Novo anunciou uma nova solicitação de impeachment e também pediu a prisão preventiva de Alexandre de Moraes após a divulgação de conversas entre o ministro e Daniel Vorcaro. Nas mensagens, o empresário teria buscado proteção junto ao integrante do STF. O conteúdo das conversas foi extraído pela Polícia Federal e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O que dizem as mensagens e a legislaçãoSegundo as informações apresentadas, os diálogos indicam que Vorcaro procurava obter dados sobre investigações e solicitava intervenções de Moraes para tentar impedir o avanço de operações policiais envolvendo o Banco Master. Pela legislação brasileira e pelos procedimentos oficiais do Congresso Nacional, não existe prazo específico para a análise de um pedido de impeachment.
Na prática, o andamento da denúncia depende de decisão política e do cumprimento dos requisitos estabelecidos pela Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei nº 1.079/1950). Caso seja comprovado o uso do cargo para beneficiar interesses privados ou interferir em investigações, Alexandre de Moraes poderá ser acusado de crime de responsabilidade.
Quem pode julgar um ministro do STFO julgamento de ministros do Supremo Tribunal Federal por crime de responsabilidade é atribuição exclusiva do Senado Federal, conforme determina a Constituição. A legislação também permite que qualquer cidadão brasileiro no exercício dos direitos políticos apresente uma denúncia contra um integrante da Corte.
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Fonte: 1 News