21/09/2026
Filho de Lula tinha até quarto reservado em mansão de lobista investigada por tráfico de influência Filho de Lula tinha até quarto reservado em mansão de lobista investigada por tráfico de influência
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Inquéritos do STF apuram suposto tráfico de influência envolvendo empresários e autoridades do governo federal

A Polícia Federal apura a relação de visitantes que frequentaram a mansão de Roberta Luchsinger, localizada no Lago Sul, em Brasília. Documentos de três inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o imóvel alugado pela lobista serviu de ponto de encontro para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de empresários e autoridades do alto escalão do governo. A investigação principal foca em um suposto esquema de tráfico de influência, no qual a proximidade com o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria utilizada para facilitar a obtenção de contratos privilegiados na administração pública federal.

Entre os nomes citados nos levantamentos da PF estão os ministros Alexandre Padilha, Wellington Dias e Frederico Siqueira, além de ex-assessores diretos da presidência, como Marco Aurélio Santana e Swedenberger Barbosa. Os investigadores cruzam dados de mensagens, relatos de funcionários e registros de acesso a órgãos públicos para mapear a natureza dessas reuniões. Questionado sobre a citação ao ministro Frederico Siqueira, o Ministério das Comunicações declarou em nota que “não dispõe nem comenta informações sobre temas e atividades da esfera pessoal de seus servidores e dirigentes”.

Investigação da PF sobre Lulinha e Roberta Luchsinger

Os relatórios policiais apontam que Lulinha era um dos frequentadores mais assíduos da residência, comparecendo ao local pelo menos duas vezes ao mês, inclusive em momentos nos quais a locatária não estava presente. Áudios interceptados mostram orientações para a preparação de quartos destinados ao empresário. A defesa de Fábio Luís confirmou as visitas ao endereço, mas justificou que a relação com a lobista é estritamente de amizade. Os advogados negam a ocorrência de negociações comerciais ou reuniões com clientes no espaço, rechaçando qualquer prática de irregularidade por parte de seu cliente.

A presença de empresários na propriedade também integra o escopo das apurações, com destaque para Antonio Carlos Camilo Antunes e os irmãos Kalil e Fernando Bittar. A polícia tenta esclarecer se a conexão entre Antunes, a lobista e o filho do presidente visava abrir portas em ministérios. Um dos focos é a tentativa de aproximação com o Ministério da Saúde para negociar produtos à base de canábis, projeto que motivou uma viagem conjunta dos investigados a Portugal. A pasta da Saúde negou participação nas tratativas e ressaltou que tais itens não integram a lista de distribuição do sistema público.

Ligação de empresários com a mansão de Roberta Luchsinger

O avanço das diligências também analisa as agendas oficiais da empresária no Palácio do Planalto e em outras repartições entre 2023 e 2025. Em entrevista recente, o presidente Lula declarou não conhecer a investigada e negou a oferta de posições no governo. Contudo, após o pronunciamento, registros fotográficos de ambos circularam publicamente, e diálogos interceptados revelaram a lobista afirmando que o próprio chefe do Executivo lhe teria oferecido um cargo. O Palácio do Planalto não emitiu posicionamento oficial sobre as contradições apontadas nos autos do processo.

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Fonte: 1 News

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